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	<title>O Neuromancista &#187; steven wilson</title>
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	<description>O blog no fim do Universo.</description>
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		<title>Lasse Hoile</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 22:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artista, fotógrafo, designer gráfico e cineasta, Hoile é reconhecido pelo seu estilo ao mesmo tempo vintage e moderno, assim como pela intensidade emocional que imprime aos seus trabalhos, os quais muitas vezes retratam situações de melancolia, solidão e/ou desamparo, dotados de subtextos críticos que remetem à sua própria visão de mundo. Hoile é um colaborador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://omegageek.com.br/oneuromancista/files/2009/07/800px-lasse_in_stockholm_.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4586" src="http://omegageek.com.br/oneuromancista/files/2009/07/800px-lasse_in_stockholm_-300x207.jpg" alt="800px-lasse_in_stockholm_" width="300" height="207" /></a> Artista, fotógrafo, designer gráfico e cineasta, Hoile é reconhecido pelo seu estilo ao mesmo tempo <em>vintage</em> e moderno, assim como pela intensidade emocional que imprime aos seus trabalhos, os quais muitas vezes retratam situações de melancolia, solidão e/ou desamparo, dotados de subtextos críticos que remetem à sua própria visão de mundo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Hoile é um colaborador frequente de Steven Wilson, incumbido de todas as capas e artes internas da banda de rock progressivo Porcupine Tree, um dos vários projetos musicais de Wilson, desde o <em>In Absentia</em> e responsável por dirigir o primeiro registro ao vivo do grupo para o DVD <em>Arriving Somewhere&#8230;</em> Ele também dirigiu os videoclipes para <a href="http://www.youtube.com/watch?gl=BR&amp;hl=pt&amp;v=efsm6aJPybg" target="_blank">Fear of a Blank Planet</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?gl=BR&amp;hl=pt&amp;v=4bI7_vPw8Ik" target="_blank">Normal</a> e <a href="http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&amp;videoid=62284927" target="_blank">Time Flies</a> (clique nos links para assisti-los)</p>
<p>Lasse contribuiu ostensivamente para o primeiro trabalho-solo de Wilson, tendo dirigido o videoclipe para <em>Harmony Korine</em>, provido todo o <em>artwork</em> interno para o livro de 120 páginas que acompanha a edição de luxo do CD e ainda filmado o documentário tematicamente ligado ao álbum, a ser lançado no segundo semestre.</p>
<p>Ele também emprestou seu talento para o grupo de death metal progressivo <em>Opeth</em> ao dirigir um par de vídeos musicais para as canções <a href="http://www.youtube.com/watch?gl=BR&amp;hl=pt&amp;v=mfT1A5Caq84" target="_blank">Porcelain Heart</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?gl=BR&amp;hl=pt&amp;v=4UQCqvkWdAs" target="_blank">Burden</a>.</p>
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		<title>In Absentia</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 23:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comente este artigo no Omega Geek. There is a very thin line between an artist and a serial killer. Desde The Sky Moves Sideways o grupo de rock Porcupine Tree vem se estabelecendo como um dos nomes mais promissores da música contemporânea. A cada release, a banda refinou seu som, aprimorou suas letras e viu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://www.omegageek.com.br/forum/showthread.php?t=1144">Comente este artigo no Omega Geek</a>.</p>
<p><a href="http://omegageek.com.br/oneuromancista/files/2009/08/075678360428.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4713" src="http://omegageek.com.br/oneuromancista/files/2009/08/075678360428.jpg" alt="075678360428" width="450" height="450" /></a></p>
<blockquote><p>There is a very thin line between an artist and a serial killer.</p></blockquote>
<p>Desde <em>The Sky Moves Sideways</em> o grupo de rock <strong>Porcupine Tree</strong> vem se estabelecendo como um dos nomes mais promissores da música contemporânea. A cada <em>release</em>, a banda refinou seu som, aprimorou suas letras e viu seus integrantes se aperfeiçoarem enquanto músicos, o que se traduziu numa nova direção musical a partir de<em> Stupid Dream</em> (1999), em que o esmero técnico de seus compositores resultou num álbum com inegável apelo <em>pop</em>, porém tão complexo e rico em texturas musicais quanto seus trabalhos antecessores, apenas mais condensado e conciso -- inaugurando a chamada<em> segunda fase</em> da banda.</p>
<p>Todavia, o álbum que simboliza essa era não se trata nem do<em> Stupid Dream</em> nem do <em>Lightbulb Sun</em> (2000), e, sim, de <strong>In Absentia</strong> (2002), em que a maturidade musical conquistada pelo grupo se refletiu na incorporação definitiva de influências diversas que se manifestavam com timidez, mas que, hoje, são indissociáveis ao som da banda.</p>
<p><em>In Absentia</em> foi composto num período de mudanças: <strong>Chris Maitland</strong>, baterista do grupo desde o final de 1993, anunciara a sua saída da banda em Fevereiro de 2002, sendo reposto por Gavin Harrinson, a primeira troca de integrantes a ocorrer na história da banda; simultaneamente, o próprio grupo havia a pouco migrado para uma gravadora<em> major;</em> e<strong> Steven Wilson</strong>, líder/vocalista/guitarrista/pianista/etc da banda, reapaixonara-se pelo <em>heavy metal</em>, impulsionado pelo som de bandas como <strong>Opeth</strong> e <strong>Meshuggah</strong>, o que mudou drasticamente a sua forma de compor música.<span id="more-4693"></span></p>
<blockquote><p><em><strong>In absentia</strong></em> is <a title="Latin" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Latin">Latin</a> for &#8220;in the absence&#8221;. In legal use it usually pertains to a defendant&#8217;s right to be present in court proceedings in a criminal trial.</p></blockquote>
<p>Embora todos os álbuns do Porcupine Tree sejam marcados por uma certa coerência de temas -- <em>Stupid Dream</em>, por exemplo, é um álbum introspectivo a respeito de desilusões, tanto a um nível amoroso (&#8220;Shave Called Shiver&#8221;), quanto social (&#8220;Don&#8217;t Hate Me&#8221;) e político (&#8220;A Smart Kid&#8221;) -- <em>In Absentia</em> é o primeiro a ser genuinamente conceitual, em que as faixas são tematica e musicalmente conectadas -- nesse caso, a respeito do assassino em série <strong>Fred West</strong>.</p>
<p>Entre 1967 e 1987, West,  com o suporte de sua segunda esposa, <strong>Rosemary Letts, </strong>sequestrou, estuprou e matou cerca de dez garotas entre 15 e 30 anos, além de ter espancado até a morte duas de suas filhas do primeiro casamento e abusado sexualmente as do segundo; os restos mortais de suas vítimas foram encontrados enterrados no seu quintal. West suicidou-se na cadeia e Letts foi condenada à prisão perpétua.</p>
<p><a href="http://omegageek.com.br/oneuromancista/files/2009/08/Fred_West_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4714" src="http://omegageek.com.br/oneuromancista/files/2009/08/Fred_West_01.jpg" alt="Fred_West_01" width="420" height="240" /></a></p>
<p>O tema é abordado de forma explícita em faixas como <em>Blackest Eyes</em> (a qual narra a infância e os primeiros passos de West como um assassino), <em>The Creator Has a Mastertape</em> (que detalha características de seus homicídios, como o hábito de guardar trófeus e o de amarrar suas vítimas) e <em>Strip the Soul</em> (em que a sua dinâmica familiar  -- assim como aspectos de sua personalidade perturbada -- é evidenciada), e sutilmente em <em>Trains</em> (sobre a sua infância, num ângulo nostálgico) e <em>Heartattack in a LayBy </em>(seu último vislumbre de sanidade, atordoado pelo peso de seus atos e pelo &#8220;fervor&#8221; que o faz seguir adiante).</p>
<p>The Sound of Muzak, a quarta faixa, é a única que foge à regra, tratando-se de um desabafo do próprio Wilson a respeito da direção que a indústria musical vem tomando. Seu nome alude à gravadora Muzak, que, em meados do século passado, monopolizou o mercado de &#8220;músicas de elevador&#8221;, sendo, desde então, usada como um termo pejorativo para classificar músicas simplórias e repetitivas.</p>
<p><span class="youtube">
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</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=1fqoZKyQhXc">www.youtube.com/watch?v=1fqoZKyQhXc</a></p></p>
<p>Complementando as letras, o instrumental é um dos mais pesados na discografia da banda, flertando frequentemente com o <em>heavy metal</em>, dotado de melodias lascinantes e riffs intensos, porém ainda calcado no rock progressivo que sedimentou a fama do grupo em primeiro lugar, como em <em>Lips of Ashes</em>, em que o mellotron guia a melodia do começo ao fim, ou <em>Weding Nails</em>, que remete à grandiosidade técnica do Dream Theater à época do <em>Scenes From a Memory</em>, quando suas músicas instrumentais tinham uma ambição mais nobre do que a de satisfazer seus próprios egos.</p>
<p>Em suma, <strong>In Absentia</strong> é um dos melhores álbuns dessa década, representando uma banda no ápice de sua criatividade e a esbanjar talento, que transcende rótulos e se firma no âmago do ouvinte, provocando reações ambivalentes e plurais. Um trabalho fascinante e arrojado que promete ser considerado um clássico do seu tempo no futuro.</p>
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		<title>Fear of a Blank Planet</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 18:37:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comente este artigo no Fórum Omega Geek. Fear of a Blank Planet é o nono álbum de estúdio da banda de rock progressivo transmorfa Porcupine Tree, liderada pelo talentosíssimo Steven Wilson (Insurgentes, Blackfield), além de Gavin Harrison (bateria), Colin Edwin (baixo) e Richard Barbieri (teclados/sintetizadores). Dois guitarristas renomadíssimos da cena progressiva também marcaram presença no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center"><a href="http://omegageek.com.br/forum/showthread.php?p=106650#post106650">Comente este artigo no Fórum Omega Geek.</a></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/cover40.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4187" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/cover40.jpg" alt="FoaBP" width="450" height="450" /></a></p>
<p><em>Fear of a Blank Planet</em> é o nono álbum de estúdio da banda de rock progressivo transmorfa Porcupine Tree, liderada pelo talentosíssimo Steven Wilson (<a href="http://battlenerds.wordpress.com/2009/03/18/insurgentes/">Insurgentes</a>, <a href="http://battlenerds.wordpress.com/2009/03/10/blackfield/">Blackfield</a>), além de Gavin Harrison (bateria), Colin Edwin (baixo) e Richard Barbieri (teclados/sintetizadores). Dois guitarristas renomadíssimos da cena progressiva também marcaram presença no projeto: Alex Lifeson e Robert Fripp, respectivamente, das bandas Rush e King Crimson.</p>
<p>Lançado em Abril de 2007, é considerado por muitos o trabalho mais denso, crítico, ambicioso e provocativo da carreira da banda, propondo-se a &#8220;dissecar&#8221; e discutir os efeitos da cultura moderna sobre a juventude de hoje em suas consequências mais evidentes: apatia, alienação, comodismo, passividade, indiferença; que, por sua vez, acarretam a ausência total de rumo, ideologia e significados. Vidas vazias, um planeta vazio.</p>
<p><span id="more-4182"></span></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/nil-rec.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4188" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/nil-rec.jpg?w=300" alt="nil-rec" width="300" height="300" /></a></p>
<p>O CD abre com a faixa homônima, um épico de 7min30s que nos introduz o protagonista (sim, o álbum é conceitual): um jovem &#8220;terminalmente&#8221; entediado, constantemente exposto a estímulos visuais (TVs) e sonoros (música), mas nunca reagindo verdadeiramente a nenhum deles; encontra-se cada vez mais &#8220;desconectado&#8221; das pessoas e do mundo, refugiando-se em jogos eletrônicos e anti-depressivos para escapar da monotonia, ao mesmo tempo que questiona o quão &#8220;genuíno&#8221; é a si mesmo, e o quanto é resultado das drogas que toma; em suma, se ele realmente <em>está</em> ali.</p>
<p>Já a faixa seguinte, &#8220;My Ashes&#8221;, mostra o nosso herói (se é que ele pode ser chamado assim) visivelmente amargurado, divagando sobre suas decisões passadas, como, mesmo com todas as desilusões e rejeições, ele &#8220;sempre voltava por mais&#8221;. Aceitou passivamente ser o bode expiatório de todos os problemas dos seus pais, desperdiçando sua juventudade, em busca de um singelo sinal de afeição, um beijo que o &#8220;curaria de sonhar&#8221;, que asseguraria o seu retorno apesar de tudo.</p>
<p>No presente, tornou-se um indivíduo recluso que se abriga no seu próprio mundo, cuja inocência, felicidade e sonhos se tornaram uma única massa cinzenta e homogênea, impossível de ser retornada ao que era antes, a derramar sobre memórias de outrora, em visões nostálgicas que lhe remetem a um passado longínquo de felicidade, perdendo-se nas coisas não vistas, não feitas, não sentidas.</p>
<p>A música a seguir, a mais ambiciosa de todo o álbum, com cerca de dezoito minutos, dividida em três atos ou capítulos, cada um a narrar um período distinto na vida do personagem, é a composição mais longa da banda desde <em>The Sky Moves Sideways</em>, de 15 anos atrás: &#8220;Anesthetize&#8221;.</p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/tv.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4189" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/tv.jpg?w=300" alt="tv" width="300" height="227" /></a></p>
<p>No primeiro ato, acompanhamos o protagonista num conflito interno entre aquilo que é e o que ele é suposto ser. Realidade versus aparência. Dor genuína versus felicidade fingida. A necessidade de se &#8216;encaixar&#8217; no status quo regindo as suas ações, sobrepujando a gritaria da sua consciência. O refrão engenhosamente remete ao de <em>Fear of a Blank Planet</em> até certo ponto, quando é subitamente cessado pelo próprio personagem mandando a si mesmo se calar, ser feliz, parar de frescura.</p>
<p>No segundo ato, vemos o personagem se conformar com a &#8216;normalidade&#8217; imposta a si ao invés de lutar para mudá-la, tornando-se ainda mais disperso, entediado, apático e cogitando o suicídio, enquanto vagueia perdido por shoppings e supermercados como um zumbi, saciando desejos consumistas irrelevantes, perguntando-se no quê, afinal, o dinheiro pode lhe satisfazer. O instrumental emula o estado de espírito do personagem, soando metálico, frio, indiferente e repetitivo (imagine um cover ruim de Meshuggah).</p>
<p>O terceira e último ato é o mais abstrato dos três, propositadamente ambíguo; possivelmente um flashback nostálgico do garoto relembrando os últimos momentos felizes que passou com a sua amada numa praia até ela lhe dar as costas, sendo &#8220;roubada&#8221; dele, enegrecendo o Sol, ao qual ele esteve até a pouco sorrindo. Também se pode extrair da letra a idéia que ele admira as ondas &#8211; a sua efemeridade, encerrada de maneira serena na costa, num processo que se repete <em>ad infinitum</em>.</p>
<p>&#8220;Sentimental&#8221; retoma o tom sombrio das primeiras músicas, um desabafo que evidencia a insegurança do personagem em encarar o mundo adulto das responsabilidades, preferindo se apegar ao comodismo passageiro da adolescência.Uma criança, taciturna e entendiada, rejeitando o passar dos dias.</p>
<p><span class="youtube">
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</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=P3ihI_5t9Ws">www.youtube.com/watch?v=P3ihI_5t9Ws</a></p></p>
<p>Em &#8220;Way Out of Here&#8221;, todos os problemas pessoais e amorosos retratados nas quatro faixas anteriores convergem e explodem, e ele jaz nas trilhas de um trem contemplando o suicídio. Janelas trancadas, cortinas fechadas, pistas disfarçadas, carro descartado. Pronto para fugir e desaparecer.</p>
<p>Essa música foi inspirada no caso real de uma adolescente norte-americana de nome Arielle Daniel, que, em 12 de Novembro de 2005, aos 17 anos, morreu atingida por um trem junto com uma amiga. De notável, há o fato de que ela era uma tremenda fã da banda, e fundadora da página do grupo no MySpace. Ela estava supostamente ouvindo o som deles no seu iPod quando o acidente ocorreu.</p>
<p>A partir de &#8220;Sleep Together&#8221;, o encerramento, é possível deduzir dois fins possíveis à história, dada a ambiguidade, tanto lírica quanto sonora: em um, o nosso herói, mergulhado nos estágios finais da depressão, emerge decidido a mudar, a apagar todos os traços do seu passado, desligando-se do seu futuro, escapando do seu destino. No outro, é o inverso: desiste, sucumbe à tentação de &#8220;dormir para sempre&#8221;, deixando todas os seus traumas para trás, fugindo do risco de, mais uma vez, afogar-se em torpor. Por mais dissonantes que soem, a música dá espaço a ambas interpretações.</p>
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		<title>Insurgentes</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 18:57:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comente este artigo no Fórum Omega Geek. Steven Wilson começou a sua prolífica carreira musical aos 14 de idade, com a bandas Altamont, ao lado do amigo Simon Vocking. Num período de dois anos, gravaram uma quantidade absurda de material eletrônico, influenciados principalmente pelo som do Tangerine Dream. A partir de 1989 &#8211; já tendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center"><a href="http://omegageek.com.br/forum/showthread.php?p=104483#post104483">Comente este artigo no Fórum Omega Geek.</a></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2008/08/banner_musica.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-721" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2008/08/banner_musica.png" alt="banner_musica" width="448" height="150" /></a></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/cover500.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4103" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/cover500.jpg" alt="cover500" width="450" height="450" /></a></p>
<p>Steven Wilson começou a sua prolífica carreira musical aos 14 de idade, com a bandas <em>Altamont</em>, ao lado do amigo Simon Vocking. Num período de dois anos, gravaram uma quantidade absurda de material eletrônico, influenciados principalmente pelo som do <em>Tangerine Dream</em>. A partir de 1989 &#8211; já tendo passado por outras bandas, como <em>Karma</em> &#8211;  ele iniciou o que seria seu projeto musical mais bem-sucedido: o <em>Porcupine Tree</em>. À época da sua criação, a banda nada mais era do que um projeto solo dele, um laboratório para as suas experimentações musicais, sem compromisso algum com coerência ou acessibilidade. Nessa condição, lançou dois LPs &#8211; <em>Tarquin&#8217;s Seaweed Farm</em> e <em>The Nostalgia Factory</em> &#8211; e um EP, <em>The Love, Death &amp; Mussolini EP</em>.</p>
<p>Porcupine Tree se tornou efetivamente uma banda apenas em 1993, com o ingresso, como convidados, de Colin Edwin (baixo), Richard Barbieri (efeitos eletrõnicos), Suzanne J. Barbieri (vocais) e Gavin Harrison (bateria). Desde então, a banda se firmou como um dos mais importantes representantes do rock progressivo britânico, mas isso não impediu Wilson de participar de <em>N</em> outros projetos, como <em>Bass Communion</em>, <a href="http://battlenerds.wordpress.com/2009/03/10/blackfield/">Blackfield</a>, <em>E.M.I</em>, <em>No-Man</em> etc.</p>
<p>Este artigo trata do primeiro projeto solo já lançado sob o seu nome, <strong>Insurgentes</strong>.<span id="more-4100"></span></p>
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<p>Para a sua gravação, ocorrida ao redor do mundo entre Janeiro e Agosto de 2008, Wilson se cercou de músicos competentes e renomados, tais como <strong>Jordan Rudess</strong> (tecladista do <em>Dream Theater</em>), <strong>Tony Levin</strong> (baixista do <em>King Crimson</em> em álbuns como <em>Discipline</em>), <strong>Theo Travis</strong> (saxofonista/flautista, parceiro a longa data de Steven, tendo colaborado com <em>No-Man</em>, <em>Porcupine Tree</em> e <em>The Tangent</em>), e <strong>Gavin Harrison</strong>, baterista tanto de <em>Porcupine Tree</em> quanto de <em>King Crimson</em>.</p>
<p>Insurgentes é um amálgama de todas as influências criativas e musicais a que Steven Wilson teve contato, abrangendo desde o post-punk ao trip-hop, passando pelo progressivo, drone, ambient e noise, retomando, portanto, as experimentações do começo de sua carreira &#8211; mas, desta vez, de forma bem mais concisa e coerente, graças aos anos de experiência acumulados.</p>
<p>Trabalho eclético, reflexo da sua carreira, que exige do ouvinte uma predisposição incomum para apreciar as músicas, que ora se assemelham com a fúria industrial de Nine Inch Nails, ora com a melancolia sonora do Radiohead, ora com a hipnose osmótica de Massive Attack.</p>
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		<title>Blackfield</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 18:59:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[art rock]]></category>
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		<description><![CDATA[Discuta este artigo no Fórum Omega Geek. Quando se pensa em música pop, o que vem à mente? Britney Spears. Linkin Park. Backstreet Boys. Etc. O gênero é visto como um mero produto de consumo, música &#8220;fast-food&#8221; que consiste de melódias &#8220;fáceis&#8221; e que visam ao sucesso amplo e imediato, porém efêmero. São artistas passageiros, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://omegageek.com.br/forum/showthread.php?t=2659">Discuta este artigo no Fórum Omega Geek.</a></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/blackfieldi1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4026" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/blackfieldi1.jpg" alt="blackfield" width="450" height="407" /></a></p>
<p>Quando se pensa em música pop, o que vem à mente? Britney Spears. Linkin Park. Backstreet Boys. Etc. O gênero é visto como um mero produto de consumo, música &#8220;fast-food&#8221; que consiste de melódias &#8220;fáceis&#8221;  e que visam ao sucesso amplo e imediato, porém efêmero. São artistas passageiros, cujo sucesso é fundamentado não na qualidade das suas música, mas no marketing de suas imagens. Fenômenos hoje; piadas velhas amanhã.</p>
<p>Todavia, esse não é sempre o caso, e Blackfield está ai para provar.</p>
<p>Blackfield trata-se de um <em>side project</em> dos veteranos músicos <strong>Steven Wilson</strong> e <strong>Aviv Geffen</strong>. O primeiro é o líder de <em>n</em> bandas diferentes (Porcupine Tree, No-Man, OS.I, Bass Communion), enquanto que o segundo é um controverso pop star israelense. Conheceram-se quando, em 2000, Aviv, fã confesso, convidou Porcupine Tree para tocar em Israel. Os dois logo se amigaram  e decidiram trabalhar juntos, inicialmente tendo apenas um EP em vista, mas ambos concordaram que o material era promissor demais e resolveram lançá-lo como um LP.</p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/largep6241823.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4028" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/largep6241823.jpg?w=300" alt="largep6241823" width="300" height="225" /></a></p>
<p>O primeiro álbum, batizado tal como o próprio nome do projeto, contou, além deles, com a presença de Seffy Efrat, Daniel Salomon e Yirmi Kaplan (baixo, teclado/piano e bateria, respectivamente), todos os três antigos parceiros musicais de Geffen, e com dois bateristas da história do Porcupine Tree: Chris Maitland e Gavin Harrison (para os fãs da banda de rock progressivo, isso, por si só, justifica a audição do álbum, hein?).</p>
<p>Todavia, não espere ouvir algo mais do que remotamente similar ao som do PT. O som de Blackfield é melancólico, emocional, íntimo. As músicas giram em torno de dor, solidão, amargura, cicatrizes emocionais, perda. São atmosféricas e genuinamente tocantes. E, apesar de tudo isso, inegavelmente pegajosas. Os refrões são intensos e brilhantes, e as melodias vocais &#8211; destaques na maioria dos projetos dos quais Wilson participa &#8211; fazem bonito, expondo com clareza os sentimentos que visa a provocar.</p>
<p>Muitos rotulam o som da banda como sendo <em>art rock</em>, mas, para mim, é meramente um pop muito bem concebido e executado, sem pretensões virtuosísticas, priorizando o poder das melodias em detrimento do quão técnicas/intrincadas elas são.</p>
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