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	<title>O Neuromancista &#187; panini</title>
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	<description>O blog no fim do Universo.</description>
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		<title>Batman: O Longo Dia das Bruxas</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 20:36:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[O Longo Dia das Bruxas, maxissérie escrita por Jeph Loeb e desenhada por Tim Sale, dois pesos-pesados da indústria dos quadrinhos, é uma das histórias mais importagens no universo do Homem-Morcego, responsável por definir o canon da transição de Harvey Dent no vilão Duas-Caras, além de certos elementos de sua premissa terem inspirado os irmãos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://omegageek.com.br/oneuromancista/files/2009/12/Longo-Hallo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4869" src="http://omegageek.com.br/oneuromancista/files/2009/12/Longo-Hallo.jpg" alt="Longo Hallo" width="375" height="495" /></a>O Longo Dia das Bruxas</strong>, maxissérie escrita por Jeph Loeb e desenhada por Tim Sale, dois pesos-pesados da indústria dos quadrinhos, é uma das histórias mais importagens no universo do Homem-Morcego, responsável por definir o <em>canon</em> da transição de Harvey Dent no vilão Duas-Caras, além de certos elementos de sua premissa terem inspirado os irmãos Nolan em <em>O Cavaleiro das Trevas</em> &#8211; a ponto dos dois escreverem um prefácio para um encadernado de luxo da história.</p>
<p>A ambientação é o que chama logo a atenção e é, sem dúvida, o grande destaque da obra:  Sale veste Gotham com uma roupagem noir, fazendo bom uso de sombras e de uma paleta de cores rica em contrastes,  enquanto Loeb pinta um competente retrato da máfia local, claramente inspirado no trabalho de cineastas como Coppola e Scorcese, que encontra-se acuada pela onda crescente de super-vilões a assolarem a cidade desde o surgimento do Cavaleiro das Trevas &#8211; um dos temas emprestados pelos Nolan para seus filmes.</p>
<p>Infelizmente, contudo, Loeb não abre mão do recurso do &#8220;<em>whodunit?</em>&#8220;, elemento onipresente em sua carreira. Aqui, o mistério gira em torno de um assassino conhecido como Feriado, que, como o próprio nome já denúncia, ataca apenas em feriados, sempre mirando em membros da família de mafiosos que controlam submundo de Gotham.<span id="more-4866"></span></p>
<p>A questão é bem conduzida até o final, quando Loeb, na necessidade de chocar o leitor, vacila feio na revelação da identidade(s) do personagem, cuja alegada ambiguidade é uma mera desculpa para justificar os muitos furos que se evidenciam numa análise mais atenta.</p>
<p>Na edição definitiva publicado por aqui pela Panini &#8211; cujo tratamento arrojado a editora só viria a reproduzir com <em>Watchmen</em> &#8211; há, entre os extras, o esboço do roteiro original escrito por Loeb que passou por acentuadas mudanças, a principal deles pertinente ao tal do Feriado: originalmente, ele seria o assassino conhecido como Calendário, um obscuro nome da galeria de vilões do Batman. Na versão final do roteiro ele foi rebaixado a um coadjuvante a quem o morcegão busca assistência para lidar com o Feriado.</p>
<p>No frigir dos ovos, trata-se de uma história com méritos óbvios e inegáveis &#8211; tal como ser a pioneira em retratar Dent como um promotor cada vez mais amargurado com um sistema corrupto e ineficiente &#8211; mas que se mostra frustrantemente insatisfatória no fim. Sua relevância história é inegável, mas eu não a poria de jeito algum no <em>roll</em> das melhores histórias protagonizados pelo Cavaleiro de Gotham. E tampouco pagaria os R$95 cobrados por ela.</p>
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		<title>Os Leões de Bagdá</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 17:42:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
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		<description><![CDATA[Comente este artigo no Fórum Omega Geek. Os Leões de Bagdá remete, a princípio, a O Rei Leão, famosa animação da Disney, por também ser protagonizado por leões com comportamentos homólogos ao do Homem, e por um dos seus personagens &#8211; o infante do grupo, Ali &#8211; ser claramente inspirado no jovem Simba. Essa impressão, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://omegageek.com.br/forum/showthread.php?t=3081">Comente este artigo no Fórum Omega Geek.</a></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/cover.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4485" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/cover.jpg" alt="cover" width="375" height="495" /></a></p>
<p>Os Leões de Bagdá remete, a princípio, a <em>O Rei Leão</em>, famosa animação da Disney, por também ser protagonizado por leões com comportamentos homólogos ao do Homem, e por um dos seus personagens &#8211; o infante do grupo, Ali &#8211; ser claramente inspirado no jovem Simba. Essa impressão, todavia, logo se dissipa quando o leitor é posto a presenciar, em caráter de flashback, uma forte cena de estupro de uma de suas protagonistas, a hoje idosa Safa. Posteriomente, as cenas de violência gráfica e o semblante dos corroboram: este não é um livro para crianças.</p>
<p>Os Leões de Bagdá é uma fábula de forte tom político que narra o cotidiano do grupo de lões do título, que enfim alcançam a tão almejada liberdade quando o zoológico em que se encontram é bombardeado e destruído por caças americanos. A trama, então, muda de ambiente; do zoológico para a destroçada cidade de Bagdá, onde eles se virão forçados a superar muitos empecilhos e desafios se quiserem sobreviver, mostrando que a tão sonhada liberdade pode vir com um preço alto demais.<span id="more-4479"></span></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/pride-stampede.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4486" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/pride-stampede.jpg" alt="pride-stampede" width="450" height="360" /></a></p>
<p>O bando de leões é composto por quatro indivíduos, cada um com personalidades muito bem delineadas e imbuídos de idelogias e crenças distintas, decorrentes dos diferentes contextos de que cada um veio: Safa, a anciã, nasceu e viveu na mata, da qual ela guarda amargas lembranças e, por isso mesmo, é a menos excitada com a ideia de regressar ao mundo selvagem; Noor, a &#8220;cabeça&#8221; do grupo, também nasceu nas selvas mas cresceu no Zoológico, portanto, uma visão idealista do que é viver lá fora, ansiando pelo dia em que poderá enfim caçar a sua comida ao invés de simplesmente ganhá dos tratadores; Zill é O leão do grupo, ele assume uma postura zen a maior parte do tempo, intervendo apenas quando absolutamente necessário; e Ali, o filhote de Noor com Zill, cuja ingenuidade, vitalidade e bom-espírito são postos à prova perante o cruel mundo que o espera fora das jaulas.</p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/leao.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4483" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/leao.jpg?w=196" alt="leao" width="196" height="300" /></a></p>
<p><strong>Brian K. Vaughan</strong> prova-se mais uma vez um roteirista talentosíssimo, demonstrando um tato formidável tanto para a construção dos personagens, que rapidamente cativam e ganham a nossa simpatia, quanto pelo storytelling, dotado de um subtexto político bem evidente, mas sutil o suficiente para permitir múltiplas interpretações dos muitos simbolismos que permeiam a obra.</p>
<p>Aliada à extraordinária escrita de Vaughan, encontra-se a inspirada arte de <strong>Niko Henrichon</strong>, nome desconhecido dos quadrinhos alternativos canadenses que, aqui, faz o seu debut nos quadrinhos asmericanos da melhor forma possível. Seu traço é levemente rabiscado, porém rico em detalhes, capaz de transmitr com exatidão as emoções dos personagens por meio de feições bastante expressivas. Impressiona, também, o fato de esta ser a sua <strong>segunda</strong> graphic novel, sinalizando que ele ainda tem bastante potencial de crescimento como artista.</p>
<p>No Brasil, o título foi lançado pela Panini, numa edição caprichadíssima direcionada às livrarias, por um preço formidavelmente baixo: R$19,90, publicada em formato 17 x 26 cm e em papel couché. 140 páginas.</p>
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		<title>Batman &#8211; A Piada Mortal</title>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2009 16:54:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
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		<description><![CDATA[Comente este artigo no Fórum Omega Geek. Em A Piada Mortal, Alan Moore (Watchmen, V de Vingança) e Brian Bolland desconstruíram &#8211; e, no processo, redefiniram &#8211; a relação entre dois dos personagens mais emblemáticos das HQs: Batman, o Cavaleiro das Trevas de Gotham City, e Coringa, o Palhaço Psicótico. Vistos até então como antíteses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://omegageek.com.br/forum/showthread.php?p=118324#post118324">Comente este artigo no Fórum Omega Geek.</a></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/pm-capa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4317" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/pm-capa.jpg" alt="Hardcover" width="450" height="696" /></a></p>
<p>Em <strong>A Piada Mortal</strong>, Alan Moore (<em>Watchmen</em>, <em>V de Vingança</em>) e Brian Bolland desconstruíram &#8211; e, no processo, redefiniram &#8211; a relação entre dois dos personagens mais emblemáticos das HQs: Batman, o Cavaleiro das Trevas de Gotham City, e Coringa, o Palhaço Psicótico. Vistos até então como antíteses um do outro, Moore e Bolland estabeleceram um paralelismo inédito entre os dois, visualizando-os não como seres opostos, mas, sim, como o mesmo lado de uma moeda observada de ângulos diferentes, partilhando de um mesmo elemento em comum.</p>
<p><strong>Um dia ruim.</strong></p>
<p>Para Batman &#8211; ou melhor, Bruce Wayne &#8211; esse &#8220;dia ruim&#8221; se manifestou na forma do assassinato de seus pais por parte de um assaltante ordinário, quando ainda uma criança; para o Coringa, na forma da morte de sua esposa grávida num acidente industrial, temperado pelo seu próprio fracasso profissional e pessoal.</p>
<p>Como consequência, Bruce optou por seguir o caminho do vigilantismo, adotando o semblante do ser que outrora mais temeu &#8211; o morcego &#8211; visando perpretar o mesmo medo inefável da infância na pele dos criminosos; o Coringa escolheu abraçar a loucura nua e crua, a negar ruidosamente todas as convenções e normais sociais que costumavam castrá-lo, a afastar-se o tanto quanto possível daquele ser patético e fracassado que costumava ser, tratando o passado como um vespeiro a se evitar.</p>
<div id="attachment_4318" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/zad_killing-joke-800.jpg"><img class="size-full wp-image-4318" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/zad_killing-joke-800.jpg" alt="&quot;Basta um dia ruim para reduzir o são são dos homens a um lunático&quot;" width="450" height="367" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Basta um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático&quot;</p></div>
<p>Tais traumas foram instrumentais para delinear as suas vindouras personalidades de herói e vilão, as quais são, no fundo, meros subterfúgios, portos seguros contra toda a dor, desespero e vazio que os acometem. A diferença primodial entre os dois &#8211; e o quê, de certa forma, os define como algozes &#8211; é que enquanto o Coringa reconhece o aspecto escapista de sua condição, inclusive se gabando dela, Batman se nega a enxergar o absurdo que representa a idéia de um homem correndo por ai vestido de morcego, escondendo-se por detrás de frágeis racionalizações, procurando imprimir um propósito ao que faz e como faz.</p>
<p>Para o Coringa, as bases que sustentam e guiam a nossa sociedade são frágeis como um castelo de cartas, e que basta um pequeno sopro para fazê-la desmorononar e transformar o mais ordinário dos homens em alguém como ele. Que nossas noções de ordem e sanidade são desprovidas de significado real, meros véus que encobrem a realidade crua da vida. E é a sua tentativa de provar o seu ponto que se trata <strong>A Piada Mortal</strong>.<span id="more-4313"></span></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/batman_killing_joke_10.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4322" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/batman_killing_joke_10.jpg" alt="batman_killing_joke_10" width="450" height="230" /></a></p>
<p>A graphic novel tem início com Batman chegando ao Asilo Arkam, intencionando ter uma conversa com o seu arqui-inimigo, uma última tentativa de resolver suas desavenças antes que a guerra travada entre os dois culmine na morte de um deles &#8211; ou de ambos. Mas as coisas não se desenrolam muito bem quando o Homem-Morcego percebe que o Coringa na cela não passa de um impostor, o verdadeiro estando lá fora. Não demora muito para vislumbrarmos o Palhaço do Crime em ação, pondo em prática o seu plano &#8211; que também envolve o sequestro do maior aliado do Batman, assim como o aleijamento (e, quiçá, estupro) de um outro super-herói, cujas ramificações se vêem até hoje.</p>
<p>Intercalando-se à ação no presente, acompanhamos uma série de <em>flashbacks</em> do Coringa, que evidenciam o homem que existe por trás da máscara, explicando suas ações e esclarecendo a origem de suas deturpadas idéias.</p>
<div id="attachment_4323" class="wp-caption alignright" style="width: 141px"><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/piada.jpg"><img class="size-full wp-image-4323" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/piada.jpg" alt="Edição em P&amp;B da Opera Graphica" width="131" height="227" /></a><p class="wp-caption-text">Edição em P&amp;B da Opera Graphica</p></div>
<p>À parte disso, vale ressaltar que essa edição especial foi totalmente <strong>recolorizada</strong> por Bolland, que nunca se mostrou satisfeito com a colorização original, feita às pressas por John Higgins (que voltaria a trabalhar com Moore pouco tempo depois em Watchmen), encarregado de última hora para a tarefa.</p>
<p>A palheta de cores se tornou mais orgânica e contida, encaixando-se como uma luva no clima da HQ, além de permitir ao ilustrador realizar uma gama de retoques na sua arte, corrigindo traços, enriquecendo expressões e lhe dando liberdade de alterar detalhes aqui e ali.</p>
<p>No Brasil, a HQ foi recentemente relançada pela Panini, numa edição de luxo, espelhando-se na edição americana que comemorou os 20 anos da graphic novel, com capa-dura e papel de alta qualidade, trazendo consigo, além da história homônima propriamente dita, duas extras: <strong>Sujeito Inocente</strong>, escrita e desenhada por Brian Bolland, que expõe as conspirações de um cidadão médio e seus planos de asssassinar o Batman; e <strong>Batman #1</strong>, publicada em 1940, que introduz pela primeira vez o personagem do Coringa no imaginário popular.</p>
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