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	<title>O Neuromancista &#187; dominic west</title>
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	<description>O blog no fim do Universo.</description>
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		<title>Punisher: War Zone</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 18:26:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[O Justiceiro surgiu nas páginas da revista do Homem-Aranha nos anos 70, rapidamente se estabelecendo como um dos personagens mais populares da Marvel, alcançando o auge de popularidade nos 80&#8242;s, época em que protagonizou nada menos que três títulos solos mensais, fora as minisséries e one-shots. Várias foram as tentativas de transpor esse sucesso para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4560" src="http://omegageek.com.br/oneuromancista/files/2009/07/punisher__war_zone_poster4.jpg" alt="WAR ZONE cover" width="450" height="667" /></p>
<p>O Justiceiro surgiu nas páginas da revista do Homem-Aranha nos anos 70, rapidamente se estabelecendo como um dos personagens mais populares da Marvel, alcançando o auge de popularidade nos 80&#8242;s, época em que protagonizou nada menos que três títulos solos mensais, fora as minisséries e <em>one-shots</em>.</p>
<p>Várias foram as tentativas de transpor esse sucesso para as telonas, a começar por <strong>O Justiceiro</strong> (1989), dirigido por Mark Goldblatt (quem?) e estrelado por Dolph Lundgreen (o antagonista do quarto <em>Rocky</em>). Embora uma reprodução acurada do tratamento que o personagem recebia nos quadrinhos à epoca, o filme foi universalmente execrado tanto por fãs quanto por críticos.</p>
<p>Quinze anos depois, foi a vez de outro título homônimo comandado por Jonathan Hensleigh (<em>Bem-Vindo à Selva</em> e o terceiro <em>Duro de Matar</em>)  e protagonizado por Thomas Jane (que agora envereda pela televisão na série <em>Hung</em>) tentar a sorte na tela grande. Apesar de ser a mais bem-recebida de todas as adaptações do personagem, o longa fracassou tanto comercial quanto criticalmente.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4561" src="http://omegageek.com.br/oneuromancista/files/2009/07/punisher-comparison.jpg" alt="Comparação" width="500" height="270" /></p>
<p>E enfim chegamos a este <strong>Punisher: War Zone</strong> (<em>O Justiceiro: Em Zona de Guerra</em>, por aqui). Concebido pela cineasta iniciante Lexi Alexandre (cujo único outro título no currículo é o projeto pessoal <em>Hooligans</em>), trata-se do primeiro longa do personagem (aqui incorporado por Ray Stevenson) a ter uma classificação R nos EUA, restringindo- o maiores de idade em virtude da violência gráfica apresentada (quase inacreditável que já não fosse assim antes).</p>
<p>No novíssimo (e, provavelmente, o último) filme do Justiceiro, <strong>Frank Castle</strong> está em atuação há seis anos, exterminando sistematicamente todas as famílias mafiosas de Nova York, incluíndo os Russoti, chachinados durante um banquete familiar, o que abre caminho para que o único sobrevivente da linhagem &#8211; Jimmy &#8220;The Beaut&#8221; Russoti (Dominic West, de <em>A Escuta</em>) &#8211; execute seus planos sem ser incomodado &#8211; isto é, exceto pelo próprio Justiceiro, com quem ele se envolve num tiroterio que culmina com o mafioso sendo desfigurado num triturador de vidro e a adotar a alcunha de &#8220;Retalho&#8221; (<em>Jigsaw</em>).</p>
<p>Uma boa diretora + um bom elenco + liberdade criativa = SUCESS!, certo? Errado.<span id="more-4556"></span></p>
<p><strong>Punisher: War Zone</strong>, embora bem intencionado, acaba, assim como seus predecessores, soando terrivelmente genérico; explico: enquanto que nas HQs o conceito <em>de um homem fazendo Justiça com as suas próprias mãos</em> soa original e um tanto subversivo, nos cinemas já é uma premissa explorado há decadas e em <em>n</em> produções diferentes.  O único traço diferencial de Castle da maioria dos papéis que Charles Bronson interpretou ao longo da sua vida  é o vestuário.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4563" src="http://omegageek.com.br/oneuromancista/files/2009/07/022555s1t.jpg" alt="022555s1t" width="600" height="399" /></p>
<p>A inexperiência de Lexi por trás das câmeras ficou evidente na falta de unidade na abordagem da história; ela se mostrou indecisa quanto ao tom que desejava seguir, seja o satírico e desbocado de <em>Bem-Vindo de Volta, Frank</em> (que &#8220;ressuscitou&#8221; o personagem para o público), ou o mais sério e sombrio de <em>Punisher MAX</em> (curiosamente, do mesmo autor do primeiro). Esse dilema se manifestou nos atores: enquanto que alguns encaravam seus papéis com seriedade, tentando imprimir um tom realista à trama, outros, como o próprio Dominic West, assumiram uma postura de  auto-paródia, evidentemente se divertindo com a composição exageradamente afetada de seus personagens, resultando num contraste incômodo.</p>
<p>Além disso, as inúmeras tentativas do roteiro em incutir razão nas ações do seu protagonista, martelando repetidas vezes a <em>necessidade</em> da existência do Justiceiro, através das vozes de personagens secundários, enfraquece o longa ao desprovê-lo justamente de um dos ângulos mais promissores a serem possivelmente trabalhados: a ambiguidade. Até o epílogo do filme, agentes do FBI, policiais e mesmo vítimas indiretas das ações do Castle (por ex., a viúva de um agente infiltrado que ele matou) se convertem ideologicamente para o seu lado, aderindo à noçao de que <em>os fins justificam os meios</em>.</p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4565" src="http://omegageek.com.br/oneuromancista/files/2009/07/warzone-150x150.jpg" alt="warzone" width="150" height="150" /></p>
<p>Todavia, aos apreciadores de <em>gore</em>, este longa é um <em>must-see</em>. Fazendo jus à sua classificação etária, a câmera não poupa o espectador de cenas de violência explícita e gráfica, com um quê de sadismo embutido que remete às várias películas de ação apelativas dos anos oitenta. Castle atravessa o rosto de um mafioso com a &#8220;perna&#8221; de uma cadeira, explode outros, mutila, esquarteja e incendeia tantos mais, a  câmera a testemunhar tudo com detalhes. E seu nêmesis não fica muito atrás, atravessando de ponta-a-ponta o pescoço de um parceiro de negócios com uma caneta por uma trivialidade (com um quê de humor-negro, como mencionei antes).</p>
<p>Assim como os seus antecessores, <strong>Punisher: War Zone</strong> foi um retumbante fracasso de bilheteria, sendo lançado direto-em-DVD em terras tupiniquins, repetindo a trajetória do longa com Thomas Jane, pondo, mais uma vez, a franquia em suspensão nos cinemas indefinitivamente.</p>
<p>Enquanto não acertam a mão no cinema, pode-se sempre contar com as excelentes histórias que Garth Ennis escreveu para o personagem ao longo desta década na linha MAX, que exploram, aprofundam e redimensionam a história do personagem., através de narrativas que nada devem aos melhores<em> thrillers</em> dcontemporâneos.</p>
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