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	<title>O Neuromancista &#187; colin edwin</title>
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	<description>O blog no fim do Universo.</description>
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		<title>Fear of a Blank Planet</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 18:37:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Comente este artigo no Fórum Omega Geek. Fear of a Blank Planet é o nono álbum de estúdio da banda de rock progressivo transmorfa Porcupine Tree, liderada pelo talentosíssimo Steven Wilson (Insurgentes, Blackfield), além de Gavin Harrison (bateria), Colin Edwin (baixo) e Richard Barbieri (teclados/sintetizadores). Dois guitarristas renomadíssimos da cena progressiva também marcaram presença no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center"><a href="http://omegageek.com.br/forum/showthread.php?p=106650#post106650">Comente este artigo no Fórum Omega Geek.</a></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/cover40.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4187" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/cover40.jpg" alt="FoaBP" width="450" height="450" /></a></p>
<p><em>Fear of a Blank Planet</em> é o nono álbum de estúdio da banda de rock progressivo transmorfa Porcupine Tree, liderada pelo talentosíssimo Steven Wilson (<a href="http://battlenerds.wordpress.com/2009/03/18/insurgentes/">Insurgentes</a>, <a href="http://battlenerds.wordpress.com/2009/03/10/blackfield/">Blackfield</a>), além de Gavin Harrison (bateria), Colin Edwin (baixo) e Richard Barbieri (teclados/sintetizadores). Dois guitarristas renomadíssimos da cena progressiva também marcaram presença no projeto: Alex Lifeson e Robert Fripp, respectivamente, das bandas Rush e King Crimson.</p>
<p>Lançado em Abril de 2007, é considerado por muitos o trabalho mais denso, crítico, ambicioso e provocativo da carreira da banda, propondo-se a &#8220;dissecar&#8221; e discutir os efeitos da cultura moderna sobre a juventude de hoje em suas consequências mais evidentes: apatia, alienação, comodismo, passividade, indiferença; que, por sua vez, acarretam a ausência total de rumo, ideologia e significados. Vidas vazias, um planeta vazio.</p>
<p><span id="more-4182"></span></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/nil-rec.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4188" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/nil-rec.jpg?w=300" alt="nil-rec" width="300" height="300" /></a></p>
<p>O CD abre com a faixa homônima, um épico de 7min30s que nos introduz o protagonista (sim, o álbum é conceitual): um jovem &#8220;terminalmente&#8221; entediado, constantemente exposto a estímulos visuais (TVs) e sonoros (música), mas nunca reagindo verdadeiramente a nenhum deles; encontra-se cada vez mais &#8220;desconectado&#8221; das pessoas e do mundo, refugiando-se em jogos eletrônicos e anti-depressivos para escapar da monotonia, ao mesmo tempo que questiona o quão &#8220;genuíno&#8221; é a si mesmo, e o quanto é resultado das drogas que toma; em suma, se ele realmente <em>está</em> ali.</p>
<p>Já a faixa seguinte, &#8220;My Ashes&#8221;, mostra o nosso herói (se é que ele pode ser chamado assim) visivelmente amargurado, divagando sobre suas decisões passadas, como, mesmo com todas as desilusões e rejeições, ele &#8220;sempre voltava por mais&#8221;. Aceitou passivamente ser o bode expiatório de todos os problemas dos seus pais, desperdiçando sua juventudade, em busca de um singelo sinal de afeição, um beijo que o &#8220;curaria de sonhar&#8221;, que asseguraria o seu retorno apesar de tudo.</p>
<p>No presente, tornou-se um indivíduo recluso que se abriga no seu próprio mundo, cuja inocência, felicidade e sonhos se tornaram uma única massa cinzenta e homogênea, impossível de ser retornada ao que era antes, a derramar sobre memórias de outrora, em visões nostálgicas que lhe remetem a um passado longínquo de felicidade, perdendo-se nas coisas não vistas, não feitas, não sentidas.</p>
<p>A música a seguir, a mais ambiciosa de todo o álbum, com cerca de dezoito minutos, dividida em três atos ou capítulos, cada um a narrar um período distinto na vida do personagem, é a composição mais longa da banda desde <em>The Sky Moves Sideways</em>, de 15 anos atrás: &#8220;Anesthetize&#8221;.</p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/tv.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4189" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/03/tv.jpg?w=300" alt="tv" width="300" height="227" /></a></p>
<p>No primeiro ato, acompanhamos o protagonista num conflito interno entre aquilo que é e o que ele é suposto ser. Realidade versus aparência. Dor genuína versus felicidade fingida. A necessidade de se &#8216;encaixar&#8217; no status quo regindo as suas ações, sobrepujando a gritaria da sua consciência. O refrão engenhosamente remete ao de <em>Fear of a Blank Planet</em> até certo ponto, quando é subitamente cessado pelo próprio personagem mandando a si mesmo se calar, ser feliz, parar de frescura.</p>
<p>No segundo ato, vemos o personagem se conformar com a &#8216;normalidade&#8217; imposta a si ao invés de lutar para mudá-la, tornando-se ainda mais disperso, entediado, apático e cogitando o suicídio, enquanto vagueia perdido por shoppings e supermercados como um zumbi, saciando desejos consumistas irrelevantes, perguntando-se no quê, afinal, o dinheiro pode lhe satisfazer. O instrumental emula o estado de espírito do personagem, soando metálico, frio, indiferente e repetitivo (imagine um cover ruim de Meshuggah).</p>
<p>O terceira e último ato é o mais abstrato dos três, propositadamente ambíguo; possivelmente um flashback nostálgico do garoto relembrando os últimos momentos felizes que passou com a sua amada numa praia até ela lhe dar as costas, sendo &#8220;roubada&#8221; dele, enegrecendo o Sol, ao qual ele esteve até a pouco sorrindo. Também se pode extrair da letra a idéia que ele admira as ondas &#8211; a sua efemeridade, encerrada de maneira serena na costa, num processo que se repete <em>ad infinitum</em>.</p>
<p>&#8220;Sentimental&#8221; retoma o tom sombrio das primeiras músicas, um desabafo que evidencia a insegurança do personagem em encarar o mundo adulto das responsabilidades, preferindo se apegar ao comodismo passageiro da adolescência.Uma criança, taciturna e entendiada, rejeitando o passar dos dias.</p>
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</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=P3ihI_5t9Ws">www.youtube.com/watch?v=P3ihI_5t9Ws</a></p></p>
<p>Em &#8220;Way Out of Here&#8221;, todos os problemas pessoais e amorosos retratados nas quatro faixas anteriores convergem e explodem, e ele jaz nas trilhas de um trem contemplando o suicídio. Janelas trancadas, cortinas fechadas, pistas disfarçadas, carro descartado. Pronto para fugir e desaparecer.</p>
<p>Essa música foi inspirada no caso real de uma adolescente norte-americana de nome Arielle Daniel, que, em 12 de Novembro de 2005, aos 17 anos, morreu atingida por um trem junto com uma amiga. De notável, há o fato de que ela era uma tremenda fã da banda, e fundadora da página do grupo no MySpace. Ela estava supostamente ouvindo o som deles no seu iPod quando o acidente ocorreu.</p>
<p>A partir de &#8220;Sleep Together&#8221;, o encerramento, é possível deduzir dois fins possíveis à história, dada a ambiguidade, tanto lírica quanto sonora: em um, o nosso herói, mergulhado nos estágios finais da depressão, emerge decidido a mudar, a apagar todos os traços do seu passado, desligando-se do seu futuro, escapando do seu destino. No outro, é o inverso: desiste, sucumbe à tentação de &#8220;dormir para sempre&#8221;, deixando todas os seus traumas para trás, fugindo do risco de, mais uma vez, afogar-se em torpor. Por mais dissonantes que soem, a música dá espaço a ambas interpretações.</p>
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