Haku Kaukana Minusta
Meu canto de desabafar….

Babe I’m Gonna Leave You

     Posted on February 10th, 2010 by Indily

- Amigos então? Afinal, muitos amigos tem coisas em comum não é? Claro que também não sei se chega a ser desse jeito, mas bem, o que mais seria?

- Só coincidências, óbvio! Muitas, mas só.

- É tem que ser; só pode ser isso. O que mais seria?

- Tu já disse isso, mulher!

Relapsa! Tu sabia onde isso iria parar! Cínica! Tu deixou acontecer, sabia o que viria depois!!!

- Combinamos então que realmente é amizade certo? Afinal, é comum amigos sentirem falta uns dos outros né?

- Amizade e tesão, não esquece o tesão, mulher! Aliás, te quero, tu sabe!

- Ok! Que seja, sabe que não me oponho. Quer dizer, é normal isso não é? Amigos se sentirem atraídos as vezes. Só não podemos deixar esse sentimento se alastrar, tá?

Sentimento? rsrsrs… ainda estão falando só da tal “amizade tesuda” mesmo?

- Te adoro tanto! Como pôde te tornar tão especial hein? Te amo bocó!

- Também te amo linda bocó!… e quero MAIS!

- Teimoso! Estamos errando em algo, não estamos? Do que falávamos no começo?

“Deixa tudo como está e que se dane tudo?” Tu não deveria ser tão inocente assim! Repito: Tu já sabia onde isso iria parar… Relapsa… Relapsos!

- Por que essa de apaixonar agora? O combinado num era outra coisa? Por que não me impediu quando falei o que estava sentindo? Isso é errado! Sabíamos disso!

- Egoísmo. Tu tá certa, deveria ter sido antes. Te amo, mas tu já sabe disso, não sabe?

- Estamos é confusos e iludidos! Problemas e carência, vamos descobrir que não é isso… certeza que vamos…. espero!

Vão é? Fiquem frente a frente que vão descobrir algo sim… que não têm o menor controle quando deveriam ter… mas vão esquecer de toda essa conversa de qualquer jeito. Isso, é fato!

Babe, babe, babe, babe, babe, babe,
Baby, baby, I won’t wanna leave you
I ain’t jokin’ woman, I got to ramble
It used to really, really good
You made me happy at the simple day
But now I have got to go away
Baby, baby, baby
That’s when it’s callin’ me
Oh that’s when it’s callin’ me back home

Era só questão do cérebro voltar ao comando para que descobríssemos que sonhos e ilusões não saem para o mundo real!

Falhamos drasticamente na promessa de amizade… Falhamos ridicularmente ao acrescentarmos tesão… Falhamos absurdamente ao nos gostarmos… e finalmente, nos derrotamos ao falar de “amor”.

Não deveríamos ter saído do “te quero”. Estar apaixonado tráz sofrimentos quando não existe a possibilidade da evolução pro “amor” e quando não temos a menor vontade de regredir para a pura amizade.

Nos queremos sim, nos gostamos sim, mas não podemos fazer nada com isso… É bocó! Sabíamos onde isso acabaria e deixamos acontecer, ou melhor, ainda alimentamos isso a cada momento.

“E que tudo se dane de uma vez”? Isso virou lema desde quando afinal?

Anyway…

Sempre me incomode…

Sempre te perturbo…

Onde isso vai parar? Não sei… MAIS!

     Posted on January 27th, 2010 by Indily

Quero…

Amo…

Desejo…

Adoro…

Não posso…

Tu não pode…

Sai da minha mente.

Ou fica exatamente onde está… e que tudo se dane de vez.

Quase Nada…

     Posted on January 14th, 2010 by Indily

...

De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho

Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo

Noite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada

De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei

Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho

Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso

Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo

Se tudo passa como se explica
O amor que fica nessa parada
Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso saber mais nada


E que se dane o que acontecer….

Desejo de estar contigo,

Desejo de não ser proibido,

Desejo maior que amigo…

Desejo que perturba a alma,

Desejo que me devasta,

Desejo que não acaba…

Desejo de acordar ao teu lado,

Vontades de enamorados…

Eu sei, está tudo errado!

Quisera não fosse assim,

Quisera ter você um dia pra mim,

Quem sabe isso tivesse fim

A idéia aqui num é falar de amor… é falar de desejo, de paixão, de coisas que te pegam de forma inesperada e te fazem ficar sem reação… que mudam seu pólo e te fazem perder o rumo com a mera lembrança… é falar de algo delicioso e que normalmente não sabemos exatamente definir o que é…

Pois bem… é essa falta de definição que me faz pensar que isso é um “nada específico”… mas é tão gostoso e te arranca cada sorriso delicioso…

Há muito não escrevo no blog, não tenho tido vontade de escrever e nem tenho conseguido exteriorizar nada que preste ou valha a pena ser escrito.

Apenas resolvi postar algo pra não ficar tão parado e pra não me sentir tão inútil.

As pobres rimas aí são coisa recente… algo com sentido mas sem futuro que me vem a mente e que eu acabei anotando. E antes que mentes furtivas pensem em nomes pra colocar junto ao meu, aviso, estão errados em todos os que tentarem falar… mas que fique claro não falar sobre “pássaros”, finalmente eu aprendi a deixar a gaiolinha aberta e eles acharam seu rumo.

As rimas são apenas minhas… minhas vontades e meus pensamentos avulsos…

…ou não!

Beijo no canto da boca.

Caixa de Pandora

     Posted on October 6th, 2009 by Indily

Sofro.

Choro.

Corro.

Grito….

acordo.

Quando os olhos se abrem descubro que nada passou de um sonho. Não um sonho qualquer, mas de um pesadelo. Um pesadelo frio que me remete a lugares que eu não queria estar.

O medo me persegue, os calafrios recomeçam.

Não sei onde estou; não sei pra onde ir e me percebo enclausurada em algo maior do que eu posso entender. Estou contida, estou presa, estou surpresa. Ao meu redor coisas inimagináveis como monstros que me atormentavam na infância, meus medos e tremores todos reunidos num imenso cômodo sem fim.

Aterrorizada tento correr, mas para cada lugar que olho não há saída, eles estão todos lá. Encolho-me sozinha e tremendo. Balançando abraçada ao meu próprio corpo pedindo ajuda ao impossível e invencível. Nada me responde. Junta-se então aos meus medos, a minha descrença! Toda a falta de fé em si… toda, cheia… vazia. Me sinto fria.

Quando penso que não sairei dali, desse mundo infernal uma luz e uma voz aparecem ao longe. Procuro, corro, mas nada vejo em todas as direções… caio, e sem saber por que resolvo fechar meus olhos. Quando percebo em meu mais absurdo interior que novamente eu sonhava.

Acordo.

Não mais sozinha. Ao meu lado minha mãe me chama mandando retornar ao mundo e retomar meus afazeres. Respiro, vivo… tremo.

Me levanto e ao seguir minha vida me pego pensando na falta de esperanças e coisas boas que uma pessoa tem dentro de si. Começo a ter medo de adormecer.

Enquanto tomo meu banho paro, penso, reflito… meus medos me levaram aonde me perdi. Minhas inseguranças e fantasias de coisas ruins me levaram aonde não mais podia achar nada de bom que vivi ou quis para mim.

Me lavei.

Não só o corpo, mas a alma. E ali, naquele momento, novamente de olhos fechados decidi que não mais me renderia aos meus medos. Ali, de olhos fechados decidi me lavar sempre de mim. Resolvi sonhar com a coragem, com os doces da infância, com as coisas boas. Voltei a ser borboleta, sai do meu casulo.

E dentro de mim onde descobri o meus maiores medos eu retirei minha maior virtude. De mim fiz uma caixa de Pandora, libertei meus medos e males e a única coisa que resolvi guardar foi a esperança.

Esperança de que?

Diga-me você quando fechar seus olhos.

Parabéns Guri…

     Posted on September 18th, 2009 by Indily

Edu

Depois de tanta coisa em tão pouco tempo de convivência, tanta briguinha e discussão nada a ver, tantos sorrisos e sussurros, tantas risadas juntos sem ao menos nos vermos eu num poderia de deixar de falar algo de vc.

Vc é uma pessoa das mais diferentes que eu poderia conhecer. Acho que é uma das que mais amo e mais odeio. Do tipo que mata de saudade e quando volta faz tudo valer a pena… só num pode te dar muita corda pra vc não achar que ta no controle e tal! Senão vc abusa e pensa que seu charme vale qualquer coisa rs…

Uma das pessoas mais complicadas que já cruzou meu caminho sem ao menos nele se encontrar.

Cheio de um vazio repleto de idéias. Contraditório? Talvez, o vazio é uma forma de dizer que ele não tem limites a não ser ele mesmo.

Dono de sonhos dourados baseados em esforços preguiçosos muito bem refletidos e analisados. Ele quer, ele tenta, ele se esforça e ele tem; quando sua vontade de nada fazer não o vence em uma árdua batalha, é claro!

Imaturo da forma mais madura possível, acredita ser capaz de viver de textos autobiográficos disfarçados de contos surreais e fantásticos para onde transfere todo o sentimento que insiste em não querer guardar em si.

Medo de ser cativo… medo de se prender em algo, medo de se limitar. Talvez por pensar que se entregar o atrapalhará no ato final de sua grande obra: Vencer! Mas ele não assumiria isso em hipótese alguma, alegando apenas que este é seu jeito de viver e pensar, não acreditando em compromissos, mal sabendo, ou fazendo que não, que a única coisa que ele faz na sua vida é assumir compromissos.

Ilude, encanta, fascina, apaixona, e enraivece quem quiser, com a arma mais poderosa que um homem poderia ter: a mente.

É mestre no que se trata de manipular e convencer, aproximar e afastar, além de confundir quem ele quiser. Insiste não precisar de ninguém além dele próprio, se esquecendo que necessitará sempre de alguém para exercitar e expor sua arte.

É fabuloso! Uma das mentes mais capciosas e completas que já tive o prazer de tentar entender. Ele é sua própria história, é o melhor conto que jamais poderá escrever. É autor e personagem; vive e interpreta, luta, sonha, sobrevive. É intrigante e curioso… é único.

Ainda não encontrou o título de sua história de vida; esboçou diversos roteiros mas não sabe ao certo à qual estante está predestinado. Mas não acredita nisso… provavelmente tentará construir sua própria estante quando achar que é a hora.

Tem toda a vida pela frente e já sente o peso de assumir tudo pra si. Provavelmente não tenha notado que é um ser humano disfarçado de escritor.

Amanhã ele faz aniversário… e desde hoje eu desejo que ele adquira mais um pouco de conhecimento e que possa dar mais um passo em direção ao seu sucesso!

Cresça, brilhe, viva!

Que você consiga fazer isso e manter um sorriso no rosto mesmo em situações complicadas!
Que você mantenha sempre seu lugar dentro de si definido, pois sabe que seu lugar dentro de mim tá guardado!

<3 Te Amo Muito gurizinho dos olhinhos de burquinha!

My Time…

     Posted on August 16th, 2009 by Indily

“Se tens um coração de ferro, bom proveito.

O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo o dia.”

(Saramago)

“Odeio quem me rouba a solidão

Sem em troca me oferecer verdadeira companhia.”

(Nietzsche)

“Amar é ter um pássaro pousado no dedo.

Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,

a qualquer momento, ele pode voar.”

(Rubem Alves)

“É difícil aprisionar os que têm asas.”

(Caio F. de Abreu)

“Quem anda no trilho é trem de ferro,

sou água que corre entre pedras: liberdade caça jeito.”

(Manoel de Barros)

“Estou na caridade da evolução do meu ser.

Quero ser menina, encontro-me mulher…

Quero ser mulher, vejo-me menina…”

(Ferreira Gullar)

Resolvi dar um tempo… só isso…

“E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta, porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta, e nada que se pareça com isto devia ser o sentido da vida…”

(Fernando Pessoa)

Let’s Talk About Hate… in me!

     Posted on August 14th, 2009 by Indily

O calor subindo por minhas entranhas me sufocando e alimentando; me consumindo e me dando forças.

Nada tão lógico poderia ser tão repleto e tão ilógico. É tudo tão complexo que chega a ser claro e simples.

ODEIO!

Não é sempre que esse estado de espírito me domina (porque sim, o ódio é um estado de espírito, pois chamar algo tão complexo e intenso com essa natureza de sentimento chega a ser doentio), mas quando acontece tenho que exercitar o mais cordial de mim, a paciência e a compaixão… num deixa de ser um incentivo.

“O ódio é o sentimento mais próximo do amo”… não consigo conceber algo mais absurdo e ridículo. Sim, eles tem suas semelhanças, e elas são gritantes, mas “próximo”? Ambos são intensos e direcionados, ambos nos fazem ter vontades, desejos e obstinações, ambos criam forças de onde mais nada poderia sair.

Mas o ódio consegue impulsionar mais.

Traz coragem, fabrica a maldade exercitando o que de pior temos dentro de nós, transformando toda a podridão humana em uma máquina de causar dor ao próximo. Deixando quem sente irracional ao ponto de não entender que seu resultado final será o retorno da dor e muito desgosto para si.

Como isso poderia ser próximo do amor? Este também impulsiona mas de forma racional e limitada, nos traz e cria desejos e obstinações (sempre egoistas de “sermos felizers”), mas não de forma abrupta e avassaladora e sim coerente. O amor é covarde para não correr riscos de perda; só transforma-se em coragem quando tem garantias de retribuição, mas ainda assim é de certa forma limpo e puro.

Ao contrário do ódio poderíamos colocar a paixão louca e desenfreiada que nos leva a cometer atos impulsivos e errôneoos para satisfazer desejos intensos.

Mas deixa essa comparação besta de lado…

Eu odeio! A quem? A mim mesma! Pela fraquexa de ideais, pela falta de objetivos, e pelo excesso de ilusões. Por não saber me conter e manter a postura que deve ser mantida. Hoje meu foco é egoísta, mesmo que para o ódio… hoje eu odeio a mim mesma de forma idiota e cruel… cada centímetro.

Mas não há o que se preocupar… um ser com tantos sonhos não consegue se odiar para sempre. Afinal, ele carrega a infantil e estúpida necessidade compulsiva de ser feliz um dia… devaneios…

É só por hoje, Não há o que recriminar…

A difícil arte de sorrir e dizer “eu te amo”

     Posted on August 13th, 2009 by Indily

Pensando

Eu te amo!

Risos… é eu sei que eu falo demais isso. Mas eu falo isso simplesmente porque estou sentindo ué! O sentimento é algo delicioso, forte, e verdadeiro, é uma expressão intensa, o que acho que só compete com um olhar verdadeiro.

Eu num falo banalizando, eu falo quando um momento pra mim é tão intenso que me causa um algo a mais, uma sensação de bem estar única e digna de ser memorável. Posso amar você por apenas um momento e ainda assim dizer que é amor…

Aquela coisa de “nunca amei ninguém assim”, ou se a pessoa “que vem depois é mais amada que a que veio antes” então é porque a de antes não foi realmente amada! o.O Wtf?! Tá… sei que muitos não concordarão, mas é assim que eu sinto.

Eu amei cada pessoa que eu disse “eu te amo” e isso é fato, é real e é intenso… não tem o amei mais e o menos, tem a intensidade.. aquela coisa retardada do “eterno enquanto dure”… mesmo que seja um momento.

Bem… eu amo rir. Até porque eu sou insuportavelmente brava e mal humorada (e uma cínica de mão cheia, pois vivo rindo e vivo fofa e todos vocês acreditam aí quando eu volto ao estado trollesco da minha realidade todos se assustam… wherever!), aí quando aparece alguém que tira do meu rosto um sorriso verdadeiro, ou uma gargalhada digna de ser lembrado, esse ser me sobe no conceito… se isso se repete então essa pessoa me faz um bem inimaginável.

Algo que pra mim é tão essencial à subsistência que eu posso dizer “eu amo”. Bem… posso dizer que aprendi a amar o “K.”  assim… (quem é K.? Aff vcs num acham q vou sair escrevendo nomes e nicks… depois eu conto rs).
Outra situação é quando a cumplicidade de idéias, pensamentos e ideais é tão forte que junta o fato de vc admirar demais essa pessoa vc aprende a amar… tenho um amigo assim tbém… o “A.”, conversamos pouco, mas o carinho é IMENSO!

Cada intensidade do amor é o que faz dele único e especial… amo pessoas que me fazem rir, amo pessoas que se tornam tão amigas que num preciso explicar ou nominar para elas saberem que se enquadram nesse texto, amo pessoa que me faz sentir única e amo a pessoa que vira meu mundo do avesso todos os dias. Não precisam estar próximas, basta estarem comigo. E estão.

Isso num quer dizer que eu vou me jogar em cima de vocês e faremos amor alucinadamente… na boa, num rola, sinto e tal… rs. Quer apenas dizer que a cada um de vocês eu agradeço por cada momento de bom humor, de riso, de lágrima, de compreensão, de afeto, de carinho, de amor e de transtorno… (sim, de transtorno mesmo… tem hora q fico doida rs). Cada qual me faz mais viva e especial.

Mas como falar “eu te amo” com certa freqüência se torna banal, se torna comum… eu simplesmente não falarei mais. É “mimimi”? rs Que seja… ontem quando comecei a escrever isso (e acabei não terminando e até jogando fora), me falaram que existe a hora certa e a pessoa certa… bem… essa pessoa está certa. Mas ainda assim evitarei falar, não por não sentir, mas para me preservar. Me dou demais, e nem sempre é recíproco e quando somos assim acabamos nos machucando… então ficarei mais quieta. Isso não significa que eu deixei de sentir ou qualquer coisa… apenas significa que preservar algo bom é fazer com que dure.

Que seja rs Por que disso? Por estarem me cobrando meu distanciamento ou “a falta do meu excesso de fofisse”.. eu continuo onde sempre estive, não me afastei… só me calei um pouco mais.

Pássaros Negros

     Posted on August 11th, 2009 by Indily

Black Bird

O que você vê quando fecha os olhos? Você vê sombras? Luzes? Imagens? Ou você vê apenas o escuro?

Eu vejo pássaros. Não pássaros definidos, apenas pássaros negros.

Eles habitam minha mente e alma, habitam em meu peito e as vezes o bater de suas asas causam alvoroços intensos que desejo, por um mínimo momento, não vê-los mais. Nesse momento abro meus olhos e eles se vão… do nada meu peito sufoca, minha alma esvazia e minha mente em sua completa insandecência descobre que não pode deixar de vê-los. Eu descubro que não quero mais ficar sem os passaros negros.

Não preciso tocá-los, mas preciso sentí-los.

Lembro de tê-los buscado certa vez, mas como todo ser acuado ou apenas desconfiado, ou sei lá… apenas não me queriam por perto, eles fugiram. Aí eu parei de vê-los… Não sei de onde vieram. Sei apenas que em um momento do qual não me recordo eles vieram até mim e ficaram.

Uma hora pousam onde não posso alcançá-los, aparentemente cuidam de mim a distância; outra hora pousam ao meu lado e se deixam alimentar num gesto súbito de confiança. Mas o que mais me intriga são os momentos desconfiados que pousam em meu ombro cantando melodias suaves que conseguem fazer qualquer dia vazio se encher de vida.

E como amo seu canto! Um som único que me consome.

Nunca ficam muito tempo assim, são desconfiados e muito introspectivos… os outros seres são essenciais, mas normalmente precisam mais de si do que dos outros… então eles levantam seu voo e vão para longe. Orgulhosos e com medo de cativeiro, assim, se afastam de mim para onde eu mal possa vê-los ou para perto de outrem buscando outro tipo de alimento.

Os dias passam e eu me acostumo com a ausência deles, e nessas horas eu abro de novo meus olhos… E não como uma rotina, mas como um ciclo vicioso eles voltam pra mim e me cativam como se sempre fosse a primeira vez que eu os estivesse vendo!

As vezes me questiono o motivo desses seres terem tanto poder sobre mim, me concentram e desconcentram, iludem… me fazem odiar, temer e amar… me fascinam a cada minuto que se deixam conhecer e me encantam a cada nova descoberta. E a cada bater de suas asas eu sorrio e desisto de questionar qualquer coisa, apenas por saber que ao fechar meus olhos eles estarão por perto.

Olhei certa vez nos olhos de um… pequenas bolinhas escuras e de um brilho sem igual… intensas e misteriosas, vivas e curiosas… pequenas bolinhas de gude numa imensidão de vida! Ali sem saber o por que eu parei. Mas não busco mais respostas, e estou aprendendo a não fazer tantas perguntas. Apenas aceitando seu ir e vir… desde que eles sempre voltem.

Mas isso é outra história… outra lembrança, onde vejo rainhas e mafiosos, livros coloridos e outras burquinhas vivas… isso é outro amanhã.

Mas e você? O que você vê quando fecha os olhos?

Não foi forte na chegada e assim se seguiu na partida.

     Posted on July 31st, 2009 by Indily

Não foi forte na chegada e assim se seguiu na partida.

Enquanto a chuva lá fora insistia em cair tentando trazer pra dentro dos corpos um frio inexistente, eles se encontraram pela primeira vez…

Envoltos por sons de vozes desconhecidas, por risos e barulhos diversos se olharam de forma rápida, suas bocas se esqueceram de falar e se encontraram. Talvez o tempo tenha pensado em parar naquele momento, mas se esqueceu depois.

O abraço não foi tão forte na chegada… talvez pela necessidade que os olhos tinham um do outro, talvez pela necessidade dos lábios… outros abraços vieram depois… bem mais fortes e intensos, mas não o da chegada.

Enfim trocaram palavras… não que realmente se lembrem do que conversaram, tudo parecia supérfluo e incoerente… tudo que não os envolvesse parecia desnecessário. A lembrança era dos lábios e dos momentos a sós.

Eles se separaram por breves momentos e ele sentiu ali que um dia isso ia acabar, não para sempre, mas para o agora. E o frio que a chuva trouxe naquele dia finalmente tomou seu corpo. Então ela sentiu frio.

A chuva voltou… o frio se foi… eles se reencontraram… só os dois e a chuva… nada importava… nada mais precisava ser dito. Sorrisos e olhares… calor.

Um dia ela disse que ia partir. Não foi dito o tempo… não foi dito à ninguém como isso aconteceria… mas nesse momento a chuva novamente se foi e deixou seu frio ali. Duro, cruel e verdadeiro.

Então por um breve momento se abraçaram forte e trocaram palavras vãs como promessas que talvez não pudessem cumprir, mas com sentimentos que eram eternos… Se olharam e ao trocar o último abraço, de forma ríspida ele se foi.

O abraço não foi forte na partida… talvez pelas palavras que não queriam ser ditas, talvez pelos olhares que não queriam derramar, talvez porque o frio deixado pela chuva os tenha consumido de alguma forma…

E assim ele se foi… para quando não se sabe… mas o nunca mais é muito tempo… e nada acaba quando o abraço não é forte… talvez por isso não tenha ainda sido um começo…

Não foi forte na chegada e assim se seguiu na partida.