| Música Geeks Espaço dos entusiastas da música. |
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#1 | |||||||||||
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Field Commander Cohen
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Data de Entrada: 01 Jul 2008
Local: Paraíba
Sexo: Masculino
Idade: 19
Mensagens: 3.317
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Principal válvula de escape criativa de Steven Wilson, Porcupine Tree é uma banda de rock que começou com um som bastante psicodélico e espacial, influenciado principalmente pelo Pink Floyd, evoluindo para um som mais 'pop', porém fortemente calcado no progressivo, ainda que sem (muitas) firulas instrumentais.
Destaco, na discografia da banda, três álbuns: Up the Downstair, Stupid Dream e Lightbulb Sun. Os dois últimos, em especial, são fantásticas porta-de-entrada para o som da banda. À título de curiosidade, Steven Wilson e Opeth possem fortes laços; o primeiro, graças à Still Life, tornou-se um fã ardoroso da segunda, por enxergar, neles, muitas similaridades com o próprio Porcupine Tree, por isso, ofereceu-se para produzir o álbum mais marcante da banda, Blackwater Park. Ele também teve uma grande participação no Damnation, tendo escrito uma música (Death Whispered a Lullaby), atuado nos mellotrons e pianos, além de ter feito backing vocals. Algumas músicas: Spoiler para Synesthesia:
Spoiler para Piano Lessons:
Spoiler para Shesmovedon:
Spoiler para Open Car:
As músicas pertencem a, respectivamente, Up the Downstairs, Stupid Dream, Lightbulb Sun e Deadwing, representando facetas diferentes da banda.
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Última edição por Regente : 29-09-2008 às 20:13 |
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#2 | |||||||||||
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The Rover
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Data de Entrada: 29 Jul 2008
Sexo: Masculino
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Gosto dos três álbuns destacados, em especiel, Stupid Dream, mas os que mais ouço é In Absentia.
ps: acho que faltou a tag do youtube nos spoilers. |
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#3 | ||||||||||||
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Field Commander Cohen
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Data de Entrada: 01 Jul 2008
Local: Paraíba
Sexo: Masculino
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Citação:
Indeed =p |
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#4 | |||||||||||
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Deschanel
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Data de Entrada: 30 Jul 2008
Local: São Leopoldo - RS
Sexo: Feminino
Idade: 21
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Tenho poucas músicas deles, e todas são do In Absentia. Então não há um álbum preferido sendo que só conheço (parte de) um. =B
E a música preferida é Trains. ^^ |
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#5 | |||||||||||
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Field Commander Cohen
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Data de Entrada: 01 Jul 2008
Local: Paraíba
Sexo: Masculino
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Detalhe que o In Absentia é considerado um álbum conceitual inspirado na história do Fred West (isso é, exceto pela The Sound of Muzak, que é, claramente, uma crítica à indústria musical).
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#6 | |||||||||||
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nom nom nom
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Data de Entrada: 30 Jun 2008
Local: São José do Rio Preto, SP
Sexo: Masculino
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Esses dias baixei uns álbuns do Bass Communion.
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#7 | |||||||||||
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Music is my radar
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Data de Entrada: 01 Jul 2008
Sexo: Masculino
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Eu nunca tinha ouvido falar, até um dia que uma menna da Holanda postou no meu perfil e coisa que ela mais ouvia era esse Porcupine Tree. Baixei pra ver colé, mas não gostei muito não.
Vou dar uma olhada nessas músicas que o Regentones postou aí! |
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#8 | |||||||||||
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Field Commander Cohen
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Data de Entrada: 01 Jul 2008
Local: Paraíba
Sexo: Masculino
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Fica esperto que eu adicionei outra música ali.
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#9 | |||||||||||
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Não te falei pra você?
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Data de Entrada: 14 Jul 2008
Local: São Paulo
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Tudo bem que o Steven Wilson é o líder da banda. Mas não citar Gavin Harrison é mancada. Além de ser um baterista muito, mas muito foda, tem 2 livros didáticos de bateria publicados que são usados em faculdades de música no mundo todo, e isso não é algo fácil. Tem também 2 DVDS de aula muito bons. Também é percussionista.
http://www.drummerworld.com/drummers..._Harrison.html Gosto muito do In Absentia, primeiro que ouvi. To conhecendo o Deadwing agora e em breve baixarei outro. Hoje comprei o Fear Of A Blank Planet original, muito bom. Enfim, recomendo, para quem quiser conhecer, Blackest Eyes, The Sound of Muzak e Wedding Nails (instrumental), todas do In Absentia. Gostei da banda só por esse cd, então fica só ele. |
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#10 | |||||||||||
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Field Commander Cohen
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Data de Entrada: 01 Jul 2008
Local: Paraíba
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É... eu também me esqueci do Richard Barbieri, tecladista, ex Japan.
Não falei deles porque não saberia o que dizer; meu conhecimento técnico-teórico é limitado, resumiria-me a falar "ah, e tipo, os demais são bons pra caramba, também". |
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#11 | |||||||||||
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Field Commander Cohen
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Data de Entrada: 01 Jul 2008
Local: Paraíba
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Novo álbum on the works, galere. Uma música de 35 minutos já foi confirmada, sinalizando a volta da banda a um som mais progressivo, a lá Pink Floyd, tal como eles faziam nos seus early days, após uma sucessão de álbuns mais heavy metal-like.
A seguir, entrevista com Steven Wilson de procedência duvidosa (i.e orkut). Procurei no Google mas não achei nada parecido, então assumam a veracidade do que é dito com cautela. "Well, for the next album I've only written this long piece of music of about 35 minutes... It's not so metal oriented as the latest albums, it's got a more classic sound, but there's still a lot to write, so I cannot tell you precisely how it will sound. Right now I think it will be a bit more melodic, more classic and less metal. The fact is that in “In Absentia”, “Deadwing” and “Fear Of A Blank Planet”, the lyrics were about very dark themes, which made me write a more aggressive material. The new material I'm working on is more personal, so I think it'll be more melodic... Although, as I told you before, this might change any time." |
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#12 | |||||||||||
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Não te falei pra você?
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Data de Entrada: 14 Jul 2008
Local: São Paulo
Sexo: Masculino
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Hmm, não dá muito pra saber o que esperar. Fear Of A Blank Planet tem uma música "épica", mas dura metade dessa ae.
Esperar agora. Você viu previsão de lançamento? |
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#13 | |||||||||||
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Field Commander Cohen
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Data de Entrada: 01 Jul 2008
Local: Paraíba
Sexo: Masculino
Idade: 19
Mensagens: 3.317
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Não há nada a esse respeito, infelizmente.
Enquanto isso, está gendado par ao dia 24 deste mês o lançamento de Insurgentes, primeiro trabalho-solo do Steven Wilson desde a época do Karma e de quando PT ainda se resumia a ele. O álbum vazou há tempos, though. |
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#14 | |||||||||||
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Field Commander Cohen
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Data de Entrada: 01 Jul 2008
Local: Paraíba
Sexo: Masculino
Idade: 19
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Alguém já conferiu o myspace do Steven Wilson? Fiquei embasbacado com a lista de influências musicais dele.
Spoiler para Lista:
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#15 | |||||||||||
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Data de Entrada: 27 Sep 2008
Local: Volta Redonda
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Esse é fera, vou abrir um tópico, "quão cult você é?", cada item que a pessoa conhecer dessa lista valerá um ponto.
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#16 | |||||||||||
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nom nom nom
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Data de Entrada: 30 Jun 2008
Local: São José do Rio Preto, SP
Sexo: Masculino
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Copiou a lista no Last.fm do que ouviu e colou lá.
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#17 | |||||||||||
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Field Commander Cohen
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Data de Entrada: 01 Jul 2008
Local: Paraíba
Sexo: Masculino
Idade: 19
Mensagens: 3.317
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Ele é deveras fofo dando entrevistas.
"We started off doing this pretensious, self-indulgent shit."
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#18 |
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Só conheço o Fear of a Blank Planet. Gosto bastante.
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#19 | |||||||||||
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Field Commander Cohen
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Data de Entrada: 01 Jul 2008
Local: Paraíba
Sexo: Masculino
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Novidades.
Esse cara, da comunidade da banda, perguntou a Steven Wilson sobre o novo álbum do Porcupine Tree. "New album... is written. They start the recording this coming Sunday (15th March), hoping to get it finished by May, and the release is set for the end of September. It's scheduled to be a double. The first CD is one long 55 minute track ("Epic" said our man Steven). Then the 2nd CD will be a whole load of shorter tracks. "But plans can change" said Steven, so nothing is certain. I think he's going HEAVIER with this one, as there was mention of "drop B tuning" which to me sounds "interesting". |
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#20 | |||||||||||
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Field Commander Cohen
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Data de Entrada: 01 Jul 2008
Local: Paraíba
Sexo: Masculino
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Fear of a Blank Planet é o nono álbum de estúdio da banda de rock progressivo transforma Porcupine Tree, liderada pelo talentosíssimo Steven Wilson (Insurgentes, Blackfield), além de Gavin Harrison (bateria), Colin Edwin (baixo) e Richard Barbieri (teclados/sintetizadores). Dois guitarristas renomadíssimos da cena progressiva também marcaram presença no projeto: Alex Lifeson e Robert Fripp, respectivamente, das bandas Rush e King Crimson. Lançado em Abril de 2007, é considerado por muitos o trabalho mais denso, crítico, ambicioso e provocativo da carreira da banda, propondo-se a “dissecar” e discutir os efeitos da cultura moderna sobre a juventude de hoje em suas consequências mais evidentes: apatia, alienação, comodismo, passividade, indiferença; que, por sua vez, acarretam a ausência total de rumo, ideologia e significados. Vidas vazias, um planeta vazio. O CD abre com a faixa homônima, um épico de 7min30s que nos introduz o protagonista (sim, o álbum é conceitual): um jovem “terminalmente” entediado, constantemente exposto a estímulos visuais (TVs) e sonoros (música), mas nunca reagindo verdadeiramente a nenhum deles; encontra-se cada vez mais “desconectado” das pessoas e do mundo, refugiando-se em jogos eletrônicos e anti-depressivos para escapar da monotonia, ao mesmo tempo que questiona o quão “genuíno” é a si mesmo, e o quanto é resultado das drogas que toma; em suma, se ele realmente está ali. Já a faixa seguinte, “My Ashes”, mostra o nosso herói (se é que ele pode ser chamado assim) visivelmente amargurado, divagando sobre suas decisões passadas, como, mesmo com todas as desilusões e rejeições, ele “sempre voltava por mais”. Aceitou passivamente ser o bode expiatório de todos os problemas dos seus pais, desperdiçando sua juventudade, em busca de um singelo sinal de afeição, um beijo que o “curaria de sonhar”, que asseguraria o seu retorno apesar de tudo. No presente, tornou-se um indivíduo recluso que se abriga no seu próprio mundo, cuja inocência, felicidade e sonhos se tornaram uma única massa cinzenta e homogênea, impossível de ser retornada ao que era antes, a derramar sobre memórias de outrora, em visões nostálgicas que lhe remetem a um passado longínquo de felicidade, perdendo-se nas coisas não vistas, não feitas, não sentidas. A música a seguir, a mais ambiciosa de todo o álbum, com cerca de dezoito minutos, dividida em três atos ou capítulos, cada um a narrar um período distinto na vida do personagem, é a composição mais longa da banda desde The Sky Moves Sideways, de 15 anos atrás: “Anesthetize”. No primeiro ato, acompanhamos o protagonista num conflito interno entre aquilo que é e o que ele é suposto ser. Realidade versus aparência. Dor genuína versus felicidade fingida. A necessidade de se ‘encaixar’ no status quo regindo as suas ações, sobrepujando a gritaria da sua consciência. O refrão engenhosamente remete ao de Fear of a Blank Planet até certo ponto, quando é subitamente cessado pelo próprio personagem mandando a si mesmo se calar, ser feliz, parar de frescura. No segundo ato, vemos o personagem se conformar com a ‘normalidade’ imposta a si ao invés de lutar para mudá-la, tornando-se ainda mais disperso, entediado, apático e cogitando o suicídio, enquanto vagueia perdido por shoppings e supermercados como um zumbi, saciando desejos consumistas irrelevantes, perguntando-se no quê, afinal, o dinheiro pode lhe satisfazer. O instrumental emula o estado de espírito do personagem, soando metálico, frio, indiferente e repetitivo (imagine um cover ruim de Meshuggah). O terceira e último ato é o mais abstrato dos três, propositadamente ambíguo; possivelmente um flashback nostálgico do garoto relembrando os últimos momentos felizes que passou com a sua amada numa praia até ela lhe dar as costas, sendo “roubada” dele, enegrecendo o Sol, ao qual ele esteve até a pouco sorrindo. Também se pode extrair da letra a idéia que ele admira as ondas - a sua efemeridade, encerrada de maneira serena na costa, num processo que se repete ad infinitum. “Sentimental” retoma o tom sombrio das primeiras músicas, um desabafo que evidencia a insegurança do personagem em encarar o mundo adulto das responsabilidades, preferindo se apegar ao comodismo passageiro da adolescência.Uma criança, taciturna e entendiada, rejeitando o passar dos dias. Essa música foi inspirada no caso real de uma adolescente norte-americana de nome Arielle Daniel, que, em 12 de Novembro de 2005, aos 17 anos, morreu atingida por um trem junto com uma amiga. De notável, há o fato de que ela era uma tremenda fã da banda, e fundadora da página do grupo no MySpace. Ela estava supostamente ouvindo o som deles no seu iPod quando o acidente ocorreu. A partir de “Sleep Together”, o encerramento, é possível deduzir dois fins possíveis à história, dada a ambiguidade, tanto lírica quanto sonora: em um, o nosso herói, mergulhado nos estágios finais da depressão, emerge decidido a mudar, a apagar todos os traços do seu passado, desligando-se do seu futuro, escapando do seu destino. No outro, é o inverso: desiste, sucumbe à tentação de “dormir para sempre”, deixando todas os seus traumas para trás, fugindo do risco de, mais uma vez, afogar-se em torpor. Por mais dissonantes que soem, a música dá espaço a ambas interpretações. |
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